sábado, 3 de novembro de 2012

1 + 1 = 3


Em 1999, ano de fixação cambial das moedas nacionais em relação/comparação ao euro, o marco alemão valia 1,95, o franco francês valia 6,55. E, por coincidência, ou mero acaso para insustentabilidade atual, os desvalorizados escudo português, peseta espanhola e dracma grego (fixado somente em 2000) valiam, respectivamente, 200,4, 166,38 e 340,751. Há, claro, o entendimento econômico para esta variação, mas há, também, a clara noção de sustentabilidade de toda uma sociedade que viu seu poder de compra ser reduzido drasticamente (a maior reclamação que vejo por aqui), compensada com a facilitação ao crédito. A matemática é simples: perco meu poder de compra + sou induzido a endividar-me = uma hora a corda estica.

Ao mesmo tempo, mas cronologicamente antes, os governos destes países supuseram que quanto mais desvalorizada a moeda, maior seria a produção interna, já que os produtos tornariam-se baratos para o exterior. Mas esta lógica não é válida quando a dependência da importação supera a exportação, como acontecia a Portugal, onde a taxa de importação tinha a fatia de 75%. Este caminho foi seguido tanto pelo PSD, como pelo PS, e a manutenção deste status quo torna-se mais que uma grande possibilidade quando questionado o que a população, em sua maioria, quer mudar: alternar entre PS e PSD - os dois maiores responsáveis pela situação atual. Essa é a grande oportunidade de romper com esse modelo corrompido que também corrompe.

1 - Euro: informações


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