sexta-feira, 12 de outubro de 2012

É preciso calejar o punho



Existem situações em que o erro coletivo pode ser justificado pela falta de conhecimento da grande massa, seja por acesso limitado ao conhecimento, justificado por uma aristocracia da informação (conhecimento e dinheiro), ou então por simples ignorância, já que muitas vezes o acesso é satisfatório para que haja discernimento por parte de quem interage. O primeiro caso é, sem margem para dívidas, compreensível, afinal ele não sabe o que está fazendo; o segundo caso deriva de uma preguiça intelectual por parte de quem tem acesso aos meios informativos, mas erra da mesma forma, sendo este erro determinado não pela proposital escolha, mas sim pela simples falta de vontade de pensar.

De certa forma, o contexto e o meio em que a primeira se forma acaba por condicionar a segunda, já que culturalmente somos o produto da soma do ineficiente senso crítico brasileiro. Era assim que eu enxergava os constantes erros por parte do povo na escolha dos seus representantes. Uma espécie de "Coerência, perdoai-lhes, eles não sabem o que fazem". Era a forma que a minha consciência tinha para acalmar minha necessidade de revolta. E a conjugação no pretérito imperfeito condiz com o presente.

Cansei de "passar a mão" na cabeça do povo, fazendo dele uma vítima de si mesmo com direito a perdão. É preciso que se diga a verdade. É preciso que se diga "você é burro!" (nada contra os animais). É preciso agarrar o cidadão(?) na camisa com as duas mãos, sacudi-lo brutalmente e esperar que a trepidação acione seus neurônios. Chega de sentir pena. É hora do choque. Faz-se necessária a revolta.

Minha consciência tem a palma da mão calejada de tanto acalanto, e agora preciso calejar o punho. Os dois de preferência. 


9 comentários:

  1. Muito interessante a visão que você colocou neste texto, além do ótimo jogo de palavaras, parabéns! Escreves sobre outros temas ou tens preferência por Polìtica?

    Obrigada!

    Luiza

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    1. Olá Luiza,

      Escrevo sobre outros temas também, mas tenho preferência pela política e alguns pontos de intercessão com ela.

      Obrigado pelas palavras.

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  2. Imagina, escreves muito bem! Desculpe a curiosidade, mas sobre quais temas mais você já escreveu? Pergunto isso porque gosto bastante de escrever e e ler textos de outras pessoas é bastante interessante. Obrigada!

    Luiza

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    1. Na barra lateral tem "Blogs antigos". Lá tem o meu primeiro blog e tem alguns textos mais abrangentes. Tenho outro blog, mas estou com o conteúdo bloqueado pelo wordpress.

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    2. Acabei de ler. Parabéns novamente. Adorei seus poemas e textos, você escreve super bem. Suas poesias falam de forma doce sem ser melosas. Quando eu crescer quero escrever bem como tu, rsrs (no momento escrever tem sido um hobbie, tenho 31 escritos, alguns só lidos por esta modesta autora). Quem sabe um dia faço um livro... (já pensou em editar um? Deverias)

      Luiza

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    3. já pensei, mas ainda estou muito imaturo para isso, principalmente porque penso em escrever em prosa. Quem sabe um dia.

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    4. Posso dar uma opinião? Deverias. Escreves bem, jogas as palavras de um modo inteligente, tens capacidade. Ahh, descordo de ti no quesito que um de seus blogs é perda de tempo. Acredite no seu potencial (até eu que estou começando já sugeriram que eu fizesse um livro, descobri o Lado B de escritora a não muito, apesar de gostar desde pequena). Imagine você então...
      Mais uma pergunta: posso usar o seu belo poema "Nosso Mundo", a frase final num texto meu? (não divulgarei e farei as devidas e justas referências). Obrigada!

      Luiza

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    5. P.S: Atualizando, 32 escritos, acabei um recentemente. =)

      Luiza

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  3. Oi! Posso pedir um favor? (se não quiser tudo bem): se eu mostrar um escrito meu você lê e diz o que tu achas? Gosto de ter opiniões, é bom para saber se posso melhorar algo ou mantenho uma linha de pensamento escrito. Obrigada!

    Luiza

    P.S: O tema deste vai remetê-lo a tua infância. Não sei você mais o meu super-herói favorito é o Superman (um pouco por admirar o ator Christopher Reeve). Neste relato o herói conta um segredo de infância para ajudar crianças...
    =)

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