terça-feira, 19 de junho de 2012

Do conforto pela ignorância


A transição do sujeito passivo, crédulo e meio puta, para o ativo, cético e proxeneta, é o simples questionamento. Algumas doses mínimas de ceticismo e brotam-se as opiniões próprias. Doses exageradas e tudo perde o sentido. Quando nasce uma pergunta, e sentimos que a resposta dada não é satisfatória, inicia-se o processo de inquietação pela dúvida. É realmente perturbador quando tudo tem que ter uma explicação. Ainda mais perturbador é quando a explicação não mata a sede. É o primeiro passo para o descontrole interrogativo. Fatalmente descobrirá que tudo é vago, nada faz sentido e que as ideias são frágeis e fáceis de serem contrariadas - incluindo o que estou fazendo neste exato momento. Conviver com isto é um existir árduo e frustrante com lapsos de entusiasmo e excitação.

Mais prático e benéfico é estar na ignorância: a mais pura ausência de dúvidas; o estado de espírito sereno; a única divindade prática; a transcendência objetiva. Feliz é o sujeito que vive neste paraíso celestial. Questione apenas uma vez, uma mísera vez, e o processo degenerativo começará. O inferno será destino inevitável.

A ignorância é um deitar na rede numa praia em fim de tarde de verão. É viver despreocupadamente. É ter a convicção inconsciente, ou consciente, de que somos especiais e melhores.

Afinal, para que questionar?


Um blog: o rereinício


Esta é a terceira vez que tento criar um blog. O Desenformando, que foi a primeira investida, tratava de temas variados, por vezes sem sentido, muito misturado, imaturo - não que hoje esta praga tenha me arrebatado. Depois veio o Finisticamente Falando, onde tentei ser um pouco mais sério, falar de temas complexos e polêmicos. Tentei ser mais sofisticado, mas acabei mandando o conteúdo literalmente para o ralo. Calma ai, os textos não eram tão ruins, o problema é que tentei levar essa fineza a ponto de comprar um domínio e hospedar o site em outro servidor. Resultado disso foi a perda do domínio e da hospedagem. Agora não sei como recuperá-los.

Enfim...

E cá estou com a terceira - e última - tentativa. Nome próprio, pois não quero saber de limites, e, o que vier aqui, será desta mistura difusa que sou . Falarei muita merda, eu sei, mas, no fundo, até a merda cumpre seu objetivo.

Caso esteja desocupado e com vontade de ver o tempo passando inutilmente, o Desenformando tem alguns textos primitivos. Posteriormente tentarei disponibilizar os textos do Finisticamente Falando.

Até a próxima.